segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Após quatro meses da “Greve Branca”, cerca de 300 PMs podem ser presos

Semana passada, falava-se nos bastidores da imprensa que seis policiais seriam expulsos e cerca de 100 iriam cumprir dez dias de cadeia por transgressão disciplinar

Com cerca de 17 mil policiais ativos na Polícia Militar em todo o Ceará, o Batalhão de Policiamento Comunitário, “Ronda do Quarteirão”, que há três anos foi criado pelo governo do Estado, tem hoje 2.641 PMs, entre praças e oficiais. Mas, por consequência do movimento “Polícia Legal”, realizado em abril deste ano, em que os policias resolveram deixar as viaturas nos pátios das companhias e cruzar os braços, alguns PMs podem estar a um passo de sofrer punições e ajustes temporários e esse número pode diminuir.

A informação de que alguns policiais serão punidos por indisciplina, pelo fato de terem recusado a dirigir as viaturas, pois, na época, os veículos não tinham a documentação de Licenciamento exigida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), já circula entre os membros da coorporação. Fica o questionamento: será que um movimento baseado na lei pode ser considerado um ato administrativamente indisciplinar?

Semana passada, falava-se nos bastidores da imprensa que seis policiais seriam expulsos e cerca de 100 iriam cumprir dez dias de cadeia por transgressão disciplinar, pela paralisação que trouxe bastante repercussão. Em contato com um policial que não quis identificar-se, este veículo teve acesso a uma revelação: os praças da PM realmente estão sendo punidos. Inclusive, o militar foi um dos comunicados na última quarta-feira, através de uma documentalção expedida pelo Comando Geral, determinando o cumprimento de dez dias de custódia disciplinar, ou seja, ficar detido no quartel. Segundo ele, cerca de dez policiais de três companhias, entre as de Caucaia, Messejana e Parangaba, já receberam essa determinação. O PM disse ainda que os militares têm apeas cinco dias para recorrer da sanção.

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De acordo com o presidente da Associação de Praças da PM e do Corpo de Bombeiros (Aspramece), Pedro Queiroz, entre os policiais que não dirigiram as viaturas e os oficiais que apuraram o fato, cerca de 300 PMs podem ser punidos por causa da chamada “greve branca”. “No momento, o Comando Geral da PM está punindo os policiais que participaram do movimento, com dez dias de permanência no quartel”, revelou ele. “Mesmo os oficiais dando parecer pela não punibilidade, o Comando está desconsiderando, mandando instaurar um procedimento disciplinar contra o policial”.

Pedro Queiroz informou ainda que a entidade está entrando com um pedido de reconsideração de atos, em favor dos policiais. “Concluídos os recursos administrativos, a Associação já está preparando petição que dará origem a uma ação civil pública”, afirmou.

O que diz o comandante do Ronda do Quarteirão

Questionado sobre as punições, o coronel Werisleyk Matias, comandante do Batalhão de Policiamento Comunitário, disse que não está ciente de tais prisões, pois na época ele ainda não era comandante. Werisleyk explicou que se este fato, realmente estiver acontecendo, deve ser esclarecido pelo Comando Geral.

(Fonte: Jangadeiro OnLine)

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